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Anualmente, na segunda semana do mês de agosto, celebramos a Semana Nacional da Família, oportunidade em que podemos contemplar a família à luz da divina graça do chamado. A realização da semana da família faz parte do esforço permanente da Igreja para que a “família assuma seu ser e sua missão no âmbito da sociedade e da Igreja” (DA 432).

Em meio a tantos desafios que atingem a família, a Igreja não se cansa de destacar sua importância singular como igreja doméstica, comunidade privilegiada, primeira escola da fé (CIC 2204). A Igreja crê que “nossas famílias têm sua origem, seu modelo perfeito, sua motivação mais bela e seu último destino na comunhão de amor das três Pessoas divinas” (DA 434).

A Conferência de Aparecida dedicou especial atenção à família, e afirma que ela é “um dos tesouros mais importantes dos povos latino-americanos e caribenhos e é patrimônio da humanidade inteira”(DA 432), propondo que “se deva assumir a preocupação por ela como um dos eixos transversais de toda ação evangelizadora da Igreja” (DA 435).

Desde suas origens, o núcleo da Igreja era em geral constituído por aqueles que, com toda a sua casa, se tornavam cristãos (CIC 1655). Quando as pessoas se convertiam, desejavam também que toda a sua casa fosse salva. A percepção desse chamado de Deus à família interpelava profundamente a vivência eclesial, porque, congregada no amor da comunidade cristã, a família tornava-se reduto de vida cristã num mundo a ser evangelizado.

A família cristã é,  na verdade, a primeira e mais básica comunidade de fé (DA 204). Por isso, ao se referir sobre os lugares da formação para os discípulos missionários, o documento de Aparecida aponta a família como primeira escola da fé. Dela recebemos a vida que é a primeira experiência do amor e da fé.

A família, pequena Igreja, deve ser, junto com a Paróquia, o primeiro lugar para a iniciação cristã das crianças (DA 302). Os pais devem respeitar e favorecer a vocação de seus filhos e contribuir decisivamente para que a articulação entre a família e a comunidade se dê de modo a edificar a “família de Deus”. As paróquias, por sua vez, devem se aparelhar a partir da Catequese e da “Pastoral Familiar intensa e vigorosa para proclamar o evangelho da família, promover a cultura da vida e trabalhar para que os direitos das famílias sejam reconhecidos e respeitados” (DA 435).

Finalmente, é preciso convencer-se do ensinamento fundamental: a primeira vocação do cristão é a de seguir Jesus Cristo (Mt 16,25). Assim, tornar-se discípulo missionário de Jesus Cristo é aceitar o convite de pertencer à família de Deus, de viver conforme a sua maneira de viver: “Aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos Céus, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mt 12,50).

É na Família de Deus que todos somos chamados à vida e à missão!

(Autor: Dom Sérgio Krzywy)