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Jesus disse aos apóstolos: “Quem me viu, viu o Pai” (Jo 14,1-1-12.
Assim sendo, que nosso o coração se deixe de agitar, isto é, nossa
inteligência e afetividade. Antes de tudo, o temor pela partida de
Jesus para junto do Pai. Um novo isolamento tomava conta dos amigos de
Cristo, em um mundo hostil que vai se voltar contra eles e lhes fará
pagar sua amizade pelo Messias. A solidão do coração é a tentação de
viver como órfãos, a tentação da tristeza, como dirá ainda Jesus. Em
resposta a este receio, Jesus dirá :”Crede em Deus, crede também em
mim”, de fato quem O viu, viu também o Pai. Trata-se, portanto da fé
especificamente cristã, pois a fé implica uma real união viva com
Deus, o Pai, e com Jesus seu Filho, como Ele afirmou, com razão, que
ninguém vai ao Pai senão por Ele. O antídoto para a agitação do
coração, no limite da esperança, o medo de morrer ou de viver, é ir
ao Pai por Jesus e a propósito desta grande passagem ao Pai, Jesus
declara sucessivamente seu papel pessoal e a parte que nos cabe. Jesus
passa além, através da morte e, uma vez na glória, na casa do Pai, Ele
prepara um lugar para nós. O lugar não faltará para ninguém, Ele o
garante, pois Ele voltará para nos levar consigo, se estivermos sempre
com Ele lá onde Ele está, na mansão da glória. Quando Ele voltará?
Aqui é o conjunto do Evangelho de São João que nos responde,
lembrando-nos as três vindas do Ressuscitado, a saber, suas aparições
nas aparições dos primeiros dias depois de sua ida gloriosa, e entre
as duas, sua vinda cada dia para fazer em nós sua morada. Cada dia,
com efeito, Cristo vem a nós para nos tomar com Ele, e nós nos
aproximarmos, pouco a pouco, do lugar para onde Ele foi, Deste modo
temos nossa parte neste glorioso caminhar, restando sempre a caminho e
nunca perdendo a rota, pois Ele disse que o lugar para onde Ele foi,
nós sabemos a passagem. O único caminho o que conduz para a casa da
glória, para o Pai da glória é Jesus, Ele mesmo que é de uma só vez o
caminho que guia e a rota que conduz Ele mesmo. Ele é mesmo
paradoxalmente de uma só vez o caminho que orienta e que fortifica o
caminheiro, porque é no mistério de sua Pessoa, que está toda a
verdade oferecida por Deus e toda a vida que Ele oferece em partilha.
Ele é sempre o “Caminho, a Verdade e a Vida”. Assim sendo, no caminho
que é Cristo e por Cristo, nosso caminho, é que nós vivemos já dos
bens da casa da glória que nos é preparada, pois, Jesus e o Pai veem a
nós para nos fazer em nós suas moradas. É o mistério da dupla morada,
a morada em Deus e a morada em nós que fascinou por, exemplo Elisabeth
Leseur, no que dizia respeito sobre seu caminho tão curto, a ponto
dela dizer à Santíssimo Trindade: “Pacificai minha alma fazei nela
vosso céu, vossa mansão amada e o lugar de vosso repouso] …]
Escondei vós em mim, para que eu me esconda em Vós, aguardando ir
contemplar em vossa luz o abismo de vossas grandezas”. Crer, pois em
Jesus é crer que Ele está morto e ressuscitado, é crer que Ele tem uma
vida além mundo e crer que Ele nos aguarda para junto dele e do Pai
nos acolher. Portanto, a vida eterna existe e nós devemos tomar a rota
desde agora. Este caminho é o do amor incondicional a Deus e ao
próximo, dado que Jesus deixou este mandamento. Examinemo-nos sempre
se trilhamos esta vereda sagrada. Aí encontraremos a serenidade e o
júbilo ao longo de um rio de paz junto de seu Coração ressuscitado, lá
no nosso coração tantas vezes agitado e inquieto, tantas vezes tomado
por também por uma atividade febril e vã. Temos que lutar contra a
agitação, o enervamento, o constrangimento. Paira a mentira que
infecta a mente dos homens, fazendo-os confundir o mal e o bem,
levando-os a perder a luz pela obscuridade e obscuridade pela luz e
semeando em suas almas a dúvida e o ceticismo que apagam a
manifestação da esperança em um horizonte de plenitude que nosso
mundo, com seus atrativos não sabe nem pode lhes dar. Os frutos desta
diabólica situação são bem evidentes. Esquecidos de que apenas Jesus é
o caminho e verdade e a vida. Professor no Seminário de Mariana
durante 40 anos